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13 de fevereiro de 2026

PwC: Adoção de IA alcança 59% nas empresas brasileiras

Por Redação Brasil-Alemanha News

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Foto: Freepik

A edição de 2025 do Índice de Transformação Digital do Brasil (ITDBr), desenvolvido pela PwC Brasil com o Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral (FDC), apresenta detalhes do estágio de maturidade digital de empresas brasileiras e evidencia avanços e retrocessos desta jornada no último ano. Embora tenha registrado uma leve queda do ITDBr médio, de 3,7 na edição passada, para 3,6 nesta edição, o contexto geral demonstra avanços importantes em dimensões essenciais nas organizações brasileiras como, por exemplo, no uso de dados, infraestrutura e, especialmente, na adoção da inteligência artificial (IA).

Entre os destaques positivos está o crescimento das decisões orientadas por dados, o que reflete um movimento que amplia a eficiência operacional e a precisão nos processos decisórios. Esta dimensão alcançou o índice de 4,1; enquanto em 2024 era de apenas 3,5. Outro avanço foi em infraestrutura tecnológica impulsionada por investimentos em segurança da informação e pela adoção da computação em nuvem (de 3,6 para 4,3). A adoção da IA também cresceu de forma expressiva, passando de 20% em 2024 para 51% em 2025.

“Esta edição mostra que as empresas brasileiras estão consolidando avanços importantes em infraestrutura e no uso de dados. A onda da inteligência artificial generativa segue democratizando o uso da IA na força de trabalho para promover uma eficiência operacional mais ampla e massiva e alcançando diretamente o usuário final, por exemplo. Agora, o grande passo é fazer com que essa base se torne alavanca para inovação e diferenciação competitiva, garantindo que a transformação digital vá além da eficiência, conectada à estratégia da empresa e integrando-a, de forma responsável, de forma mais profunda em diferentes áreas do negócio”, enfatiza Denise Pinheiro, sócia da PwC Brasil.

Lacuna no engajamento digital

Apesar dos avanços na base tecnológica, o estudo revela importantes desafios e retrocessos, especialmente em aspectos como: governança, clientes digitais e tecnologias de fronteira. De acordo com o ITDBr, a governança desempenha mais um papel de organizador de processos que o de diferencial estratégico nas empresas. Enquanto poderia, especialmente quando associada ao uso da IA, integrar práticas de gestão de riscos desde a concepção das soluções até outras atividades de governança como: assegurar confiança, mitigação de vulnerabilidades e alinhar inovação tecnológica com responsabilidade organizacional.

A captura e análise de dados para criar estratégias personalizadas e melhorar a experiência do cliente foi outra lacuna identificada no estudo. Este índice foi de 3,1 em 2025, enquanto no ano passado chegou a 3,8. Isso significa que o engajamento digital com os consumidores caiu neste último ano e que empresas estão deixando de usar análise preditiva para antecipar comportamentos e preferências dos clientes a partir de dados coletados.

A maior retração, porém. foi observada na dimensão fronteira tecnológica, tecnologias que ultrapassam os limites do conhecimento atual, revolucionam setores e impulsionam o progresso tecnológico. Neste quesito o índice despencou de 3,9 para 2,0. Isso reflete a dificuldade das organizações em explorar e adotar tecnologias emergentes e inovadoras, especialmente no setor de varejo e consumo (com 1,7 nesta dimensão).

“O recuo em dimensões como clientes digitais e, de forma mais acentuada, fronteira tecnológica, mostra que as empresas brasileiras ainda enfrentam grandes dificuldades em traduzir os ganhos de eficiência interna em inovação disruptiva e valor tangível para o consumidor. O mercado exige um compromisso mais ousado com tecnologias emergentes, essenciais para a diferenciação competitiva e para o fortalecimento da economia no cenário global”, avalia Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral.

Busca por eficiência

O estudo reforça que a transformação digital ainda é vista majoritariamente como busca por eficiência operacional e otimização de processos. Embora este seja o principal impacto percebido (citado por 89% das organizações), os resultados da análise apontam para uma clara necessidade do país em superar desafios culturais, tecnológicos e de governança para consolidar uma transformação robusta. Estrutura e cultura, inclusive, seguem como o maior obstáculo à transformação digital para quase metade das organizações.

“O desafio central para as organizações brasileiras é manter a consistência das iniciativas e garantir que os ganhos conquistados se tornem duradouros e sustentáveis. O futuro digital dependerá da capacidade de unir tecnologia, governança robusta e cultura organizacional em uma visão estratégica de longo prazo, superando os entraves estruturais para liderar, inovar e gerar impacto positivo”, finaliza a sócia da PwC Brasil.

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