Nenhuma imagem disponível na galeria.
A Festo desenvolveu uma tecnologia que permite automatizar a produção de mini-órgãos para acelerar testes de novos medicamentos. A técnica consiste em utilizar uma bioimpressora para aplicar material celular humano sobre um chip microfluídico, no qual cresce posteriormente um tecido semelhante a um órgão.
Esse tipo de abordagem, conhecido como “órgãos-em-chip”, produz modelos miniaturizados de órgãos, como coração, pulmões ou intestinos a partir de bioimpressão. As células são organizadas e cultivadas sobre suportes pré‑fabricados de polímero ou plástico de modo a formar tecidos semelhantes aos de órgãos.
Em parceria com especialistas da TU Darmstadt, a Festo demonstrou na HANNOVER MESSE 2026 como o processo de bioimpressão pode ser automatizado — incluindo uma solução para o transporte do material sem contato de chips microfluídicos equipados com uma tecnologia chamada de bonded manifold. Ela consiste em placas coletoras multicamadas de plástico, com microcanais finamente estruturados, que permitem a dosagem e o manuseio precisos de líquidos.
O transporte ao longo das diferentes etapas do processo produtivo é realizado por meio da tecnologia exclusiva de supercondutores da Festo. Ela permite o transporte de objetos sem contato físico em um “levitador” magnético. O sistema cinemático permanece fora da sala limpa e não gera partículas. As superfícies são muito fáceis de limpar. Essa tecnologia inovadora pode ser combinada com soluções de automação para o setor de ciências da vida, criando um conceito integrado e confiável que atende aos mais elevados requisitos de limpeza.
Hoje, o desenvolvimento de medicamentos é demorado, complexo e traz custos elevados: um candidato a fármaco passa inicialmente por diversos estudos pré‑clínicos em culturas celulares ou em animais. Na fase final, antes da aprovação, seguem‑se os ensaios clínicos em humanos. Nessa etapa, em média cinco candidatos são testados, dos quais quatro acabam falhando — os chamados late fails. A razão para isso é que os resultados dos estudos pré‑clínicos frequentemente não se traduzem bem para o organismo humano.
Dessa forma, os “órgãos‑em‑chip”, permitem testar eficácia e efeitos colaterais de novos princípios ativos de forma mais precisa durante os estudos pré‑clínicos, reduzindo não apenas o custo, mas trazendo maior agilidade na aprovação de novos medicamentos.
