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8 de setembro de 2026

KfW Research: PMEs alemãs estão realinhando operações internacionais

Por Redação Brasil-Alemanha News

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Foto: Pressfoto/Magnific

Crises e conflitos geopolíticos, incertezas na política comercial e o aumento da pressão competitiva da China têm sido fatores de pressão para o comércio alemão. Como resultado, 30% das pequenas e médias empresas (PMEs) alemãs com atuação internacional preveem que seu faturamento no exterior diminuirá nos próximos três anos. Destas, 6% esperam uma queda acentuada.

Os dados são de um levantamento da KfW Research, que também revela que cerca de um quarto das PMEs internacionalizadas espera crescimento de suas receitas internacionais, enquanto 47% acreditam que o faturamento permanecerá estável.

Alguns segmentos das PMEs já vêm reagindo ao novo cenário e realinhando seus negócios internacionais. Nos últimos cinco anos, quase 16% das empresas com atuação internacional passaram a operar em novos mercados de exportação ou conquistaram novos clientes no exterior, enquanto 7% planejam fazer o mesmo. Aproximadamente o dobro dessa proporção pretende concentrar mais seus negócios no mercado interno da União Europeia.

Mudança de estratégia

A indústria de transformação, responsável por cerca de 43% de todo o faturamento internacional das PMEs, é o setor sob maior pressão para mudar e, por isso, vem adaptando sua estratégia por meio da diversificação dos mercados de exportação. A principal delas é a transferência de parte de suas atividades para outros países. Nos últimos cinco anos, apenas 4% das empresas internacionalizadas fizeram esse movimento. No entanto, 12% afirmaram que pretendem fazê-lo nos próximos cinco anos. Entre as empresas industriais, esse percentual chega a 29%.

“O número de PMEs industriais que considera transferir atividades para outros países está aumentando. Trata-se de um desenvolvimento preocupante para o crescimento e a prosperidade da Alemanha”, afirmou Dr. Dirk Schumacher, economista-chefe da KfW.

Segundo ele, os formuladores de políticas públicas devem utilizar todos os instrumentos disponíveis para evitar a desindustrialização. A principal medida seria fortalecer a competitividade da Alemanha como local de negócios. Entre as prioridades estão a redução da burocracia, a diminuição dos custos de energia e mão de obra, bem como a redução de impostos e encargos. Além disso, instrumentos de política comercial e industrial devem ser utilizados de forma direcionada para proteger as empresas contra desvantagens no comércio internacional.

De acordo com os dados mais recentes disponíveis (2024), cerca de 21% das quase 3,9 milhões de PMEs alemãs atuam internacionalmente. No setor industrial, essa participação é significativamente maior, alcançando aproximadamente 46% das empresas. Segundo os mesmos números, o faturamento internacional das PMEs alemãs somou € 699 bilhões em 2024. O valor permaneceu praticamente estável em relação a 2023, porém, se descontada a inflação, é possível falar em uma queda real de 2,9%.

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