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Sustentabilidade Meio Ambiente
27 de outubro de 2026

Melhoramentos aposta em embalagens compostáveis diante de novas exigências ambientais

Por Redação Brasil-Alemanha News

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Foto: Divulgação/Melhoramentos

A combinação entre novas exigências regulatórias e consumidores cada vez mais atentos aos critérios de sustentabilidade está acelerando a busca da indústria por alternativas às embalagens convencionais. O movimento ocorre em um cenário em que fatores ambientais passam a influenciar, ao lado de preço, praticidade e segurança, as decisões de compra de empresas e consumidores.

Dados do índice Sustainability Sector Index 2025, da Kantar, mostram que 87% dos brasileiros desejam fazer escolhas mais sustentáveis, enquanto 55% já utilizam ou estão abertos a consumir marcas com impacto ambiental e social mais positivo. A tendência reforça a pressão sobre fabricantes para desenvolver soluções que conciliem desempenho, conveniência e menor impacto ambiental.

Nesse contexto, a Melhoramentos aposta na expansão da Biona, embalagem compostável produzida a partir de fibra de celulose de origem renovável. Desenvolvida ao longo de três anos, a solução foi criada para atender à demanda por alternativas ao plástico de uso único sem comprometer atributos considerados essenciais para o consumidor, como resistência, praticidade e segurança no contato com alimentos.

Segundo Rafael Gibini, CEO da Melhoramentos, a adoção de embalagens sustentáveis depende da capacidade de atender às necessidades reais do mercado. O executivo afirmou que as soluções de menor impacto ambiental precisam funcionar adequadamente em todas as etapas de uso, do armazenamento ao consumo, sem exigir mudanças significativas de hábito por parte dos consumidores.

Além da compostabilidade, a empresa destaca que a embalagem se decompõe em aproximadamente 75 dias em condições adequadas de compostagem e apresenta resistência à água, óleo e gordura. De acordo com estudo realizado pela consultoria Planton, a Biona registrou emissões de 0,02 kgCO₂e por unidade de 350 ml, resultado 39,62% inferior ao de embalagens equivalentes produzidas em polipropileno. A análise considerou todo o ciclo de vida do produto, da obtenção da matéria-prima ao descarte final.

O avanço da regulamentação também contribui para acelerar a transformação do setor. O Decreto nº 12.688/2025 estabeleceu metas progressivas para recuperação de embalagens plásticas e incorporação de conteúdo reciclado, começando em 22% a partir de 2026 e chegando a 40% em 2040, respeitando as exceções previstas na legislação. Para a indústria, a combinação entre exigências regulatórias, inovação tecnológica e mudança de comportamento dos consumidores aponta para uma nova geração de embalagens com foco em circularidade, redução de emissões e viabilidade econômica.

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