Nenhuma imagem disponível na galeria.
A Aldeias Infantis SOS iniciou, em Brasília (DF), uma nova etapa do projeto Brasil Sem Fronteiras com a chegada das primeiras famílias venezuelanas desde que a Organização assumiu a continuidade da iniciativa. Ao todo, 13 famílias, somando 60 pessoas entre crianças, adolescentes e adultos, foram acolhidas em um espaço seguro, estruturado e preparado para oferecer dignidade, cuidado e a possibilidade de recomeço.
A surpresa e a emoção marcaram a chegada das famílias ao novo espaço. “Não esperávamos tanto. Tudo está tão bonito, organizado. Ficamos muito surpreendidos”, relata Kariannys Josefina Veliz, uma das pessoas acolhidas pelo projeto.
O Brasil Sem Fronteiras é uma iniciativa humanitária criada em 2018, em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), com o objetivo de apoiar famílias refugiadas e migrantes forçadas a deixar seus países de origem em razão de crises, conflitos e perseguições. Desde sua criação, o projeto já beneficiou mais de 5 mil pessoas, majoritariamente famílias venezuelanas e afegãs.
A continuidade do trabalho foi assegurada por um aporte internacional de cerca de 2 milhões de euros, realizado pela Children’s Village Worldwide, organização que integra a rede global da Aldeias Infantis SOS, presente em mais de 130 países. Os recursos garantem a manutenção do projeto pelos próximos dois anos, com expectativa de beneficiar 960 pessoas.
O acolhimento oferecido pela Aldeias Infantis SOS inclui apoio psicossocial, acompanhamento técnico e orientação para a integração local. As famílias são apoiadas no acesso às políticas públicas de saúde, educação, assistência social e oportunidades de trabalho formal, com foco na conquista de autonomia, segurança e estabilidade.
Para quem precisou deixar tudo para trás, o acolhimento vai além da estrutura física. “Aqui nos fizeram sentir em casa. É um alívio e nos devolve a confiança e a esperança para seguir adiante”, afirma Sofia Del Carmen Acosta Campos, que foi acolhida pelo projeto junto com seu filho pequeno.
Dormir em uma cama, ter privacidade, segurança alimentar e um espaço para chamar de lar são passos fundamentais para reconstruir a vida. Para as crianças, significa também voltar a brincar, estudar e sonhar com o futuro.
Além de Brasília, o projeto Brasil Sem Fronteiras segue ativo nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e prevê expansão para Manaus (AM), uma das principais portas de entrada de pessoas refugiadas no país.
