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Sustentabilidade Economia Meio Ambiente Mercado Pesquisa
24 de junho de 2026

Apenas 19% das empresas mensuram impacto financeiro da sustentabilidade, mostra KPMG

Por Redação Brasil-Alemanha News

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Foto: Freepik

De acordo com um novo estudo global da KPMG, ainda existe uma lacuna significativa entre a compreensão que as empresas têm da sustentabilidade e a sua capacidade de a traduzir em valor financeiro.

O estudo, intitulado “Closing the Sustainability Valuation Gap” (Preenchendo a Lacuna na Avaliação da Sustentabilidade) , revela que, embora 72% dos executivos afirmem compreender a estratégia, as métricas e o desempenho de sustentabilidade de suas organizações, apenas 19% aplicam abordagens robustas de quantificação para mensurar seu impacto financeiro, evidenciando uma desconexão crítica no cerne da tomada de decisões corporativas.

O estudo, que entrevistou mais de 2.000 executivos em 19 países e territórios, revela que a sustentabilidade agora faz parte da agenda das diretorias, com 60% das organizações considerando os riscos e oportunidades da sustentabilidade no planejamento financeiro e metade delas incorporando-a à estratégia principal.

No entanto, o relatório mostra que poucas organizações conseguiram traduzir a sustentabilidade em métricas financeiras como EBITDA, fluxo de caixa e impactos em despesas de capital, o que questiona se ela é considerada no planejamento financeiro e cria uma desconexão entre as iniciativas de sustentabilidade e o valor da empresa. Como resultado, as empresas correm o risco de negligenciar tanto o custo da inação quanto a oportunidade potencial de criação de valor dos investimentos em sustentabilidade.

Uma “lacuna de avaliação” com consequências reais.

O estudo identifica que uma forte consciência da sustentabilidade nos negócios não é acompanhada por uma integração financeira. Ele destaca que, sem uma quantificação robusta, as iniciativas de sustentabilidade podem ter dificuldades para garantir investimentos, os riscos podem não ser totalmente precificados na tomada de decisões e oportunidades de crescimento e eficiência podem ser perdidas. Isso pode criar um ponto cego crítico à medida que o escrutínio dos investidores se intensifica e o capital se desloca para empresas que demonstram resiliência aos riscos relacionados à sustentabilidade.

Alguns setores estão avançando mais rapidamente do que outros. O relatório constata que 33% das empresas bancárias e de mercado de capitais, 31% das empresas de energia e recursos naturais e 27% das organizações automotivas já utilizam metodologias avançadas de avaliação para quantificar os impactos da sustentabilidade — percentuais superiores à média global de 19%.

A KPMG argumenta que a próxima fase da sustentabilidade será definida não pela conscientização ou pela divulgação de informações, mas pela integração financeira e pela disciplina de avaliação. Para superar essa lacuna, as organizações devem desenvolver metodologias consistentes para quantificar os impactos da sustentabilidade, incorporar a sustentabilidade ao planejamento financeiro, à alocação de capital e à avaliação, e fortalecer a colaboração entre as equipes de sustentabilidade e finanças.

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