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A Boehringer Ingelheim estima que seus investimentos em programas de sustentabilidade e parcerias voltadas à saúde alcancem € 500 milhões até o final de 2026. Os recursos contemplam iniciativas desenvolvidas ao longo dos últimos anos para fortalecer sistemas de saúde, ampliar o acesso a cuidados médicos e apoiar soluções inovadoras voltadas a comunidades com acesso limitado a serviços de saúde.
O anúncio foi realizado durante a convenção Making More Health Together, realizada em Ingelheim, na Alemanha, que reuniu empreendedores sociais, investidores e especialistas para discutir o papel da colaboração na ampliação do acesso à saúde.
Uma das principais frentes dessa estratégia é o Boehringer Ingelheim Social Engagement Fund (BISE), criado para apoiar negócios de impacto voltados à área da saúde. Desde sua criação, o fundo passou a apoiar startups e organizações que atuam em áreas como atenção primária, telemedicina, diagnósticos, clínicas móveis e distribuição de medicamentos em regiões remotas.
Atualmente, o fundo apoia 27 startups sociais, sendo a maior parte localizada na África e outras na América Latina. As empresas participantes desenvolvem soluções que buscam ampliar o acesso à saúde em comunidades vulneráveis e pretendem superar a meta inicial estabelecida em 2021 de impactar positivamente 50 milhões de pessoas até 2030.
Além das iniciativas de impacto social, a companhia também vem direcionando recursos para o enfrentamento de desafios globais de saúde. Desde 2021, mais de € 125 milhões foram destinados a projetos e parcerias voltados ao combate de doenças infecciosas emergentes, incluindo a resistência antimicrobiana, tema considerado uma das principais ameaças à saúde pública mundial.
A estratégia também prevê a ampliação das capacidades internas de pesquisa nessa área. A combinação entre pesquisa científica, colaboração com universidades, empresas de biotecnologia e outras organizações faz parte da abordagem adotada para acelerar o desenvolvimento de novas soluções para doenças infecciosas e ampliar a capacidade de resposta dos sistemas de saúde.
Mais do que uma agenda de responsabilidade corporativa, a iniciativa reflete uma tendência observada em diferentes setores da saúde: a crescente integração entre inovação, sustentabilidade e impacto social. Nesse contexto, empresas passam a desempenhar um papel cada vez mais ativo no fortalecimento de ecossistemas de saúde e no desenvolvimento de soluções voltadas a desafios que ultrapassam fronteiras e exigem esforços colaborativos de longo prazo.
