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A biodiversidade está ganhando destaque maior entre as cidades alemãs. Mais da metade delas – 57% – aumentou os investimentos na preservação da diversidade biológica em comparação com cinco anos atrás. Os dados são de um levantamento da KfW Research, que também mostra que 15% dos municípios já possuem uma estratégia abrangente de biodiversidade, enquanto outros 18% planejam desenvolver uma.
“No longo prazo, apenas ecossistemas intactos e diversos nos fornecerão matérias-primas, água potável e alimentos, além de oferecer proteção natural contra eventos climáticos extremos. A destruição contínua da natureza e de sua diversidade é um problema tanto global quanto local”, afirmou Dr. Dirk Schumacher, Economista-Chefe da KfW.
Hoje, três quartos dos ecossistemas terrestres e dois terços dos ecossistemas marinhos já foram severamente comprometidos ou destruídos. Um milhão das cerca de nove milhões de espécies existentes no planeta está em risco de extinção.
Segundo ele, os investimentos representam também um aumento na qualidade de vida local, mas a situação dos orçamentos municipais e a escassez de áreas disponíveis representam grandes desafios para as cidades na Alemanha. Na pesquisa, 86% dos municípios mencionaram “recursos orçamentários insuficientes” como um grande obstáculo para implementar medidas de biodiversidade.
Ainda assim, diversas ações têm sido tomadas. É o caso de 85% dos municípios que atuam no plantio ou cuidado de árvores ao longo das vias, e 81% que adotaram uma gestão para promover a biodiversidade. Isso significa, por exemplo, plantar prados com espécies nativas de flores em vez de grama, realizar cortes suaves ou evitar o uso de herbicidas.
Nos últimos cinco anos, 58% dos municípios pesquisados investiram na renaturalização ou criação de corpos d’água, e 56% em áreas de retenção em espaços urbanizados ou em controle natural de enchentes.
Além disso, 38% realizaram o plantio de vegetação em telhados ou fachadas de prédios públicos, e 33% apoiaram iniciativas educacionais sobre biodiversidade. De modo geral, municípios grandes, com mais de 50 mil habitantes, tendem a ser mais ativos do que os menores.
O principal fator da perda de biodiversidade é a destruição de ecossistemas naturais, além da exploração excessiva de recursos, mudanças climáticas, poluição ambiental e a disseminação de espécies invasoras.
