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27 de outubro de 2026

Deutsche Telekom e operadoras unem forças por cobertura móvel universal

Por Redação Brasil-Alemanha News

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Foto: Divulgação/Deutsche Telekom

A Deutsche Telekom, em parceria com Orange, Telefónica e Vodafone, assinou uma Carta de Intenções para explorar uma proposta conjunta de utilização do espectro de Serviços Móveis por Satélite (MSS, na sigla em inglês), iniciativa que pode acelerar a oferta de serviços de comunicação direta entre satélites e dispositivos móveis em toda a Europa.

O projeto está alinhado à estratégia da Comissão Europeia de fortalecer a soberania tecnológica, a segurança e a resiliência das infraestruturas críticas de conectividade do bloco. A proposta prevê um modelo de governança europeia para ativos considerados estratégicos, além de garantir acesso aberto e não discriminatório às Operadoras de Redes Móveis interessadas em oferecer serviços Direct-to-Device (D2D) aos seus clientes.

Segundo as empresas, a iniciativa busca criar um ambiente mais integrado para o desenvolvimento da conectividade via satélite no continente, reduzindo a fragmentação do mercado e estimulando a concorrência. A expectativa é que a combinação da ampla base de clientes, das capacidades operacionais e da experiência técnica das quatro operadoras contribua para acelerar a adoção comercial da tecnologia e aumentar a eficiência no uso do espectro.

A proposta também pretende responder a desafios relacionados à cobertura móvel em regiões remotas ou mal atendidas, além de reforçar a resiliência das redes públicas e a proteção das comunicações críticas. Nesse contexto, as operadoras defendem que a integração entre redes terrestres e satelitais poderá desempenhar papel estratégico para a continuidade dos serviços de telecomunicações e para a ampliação da conectividade em toda a Europa.

Como parte do plano, Deutsche Telekom, Orange, Telefónica e Vodafone planejam desenvolver e operar a infraestrutura terrestre necessária para coordenar e monitorar os serviços no continente. O fornecimento da constelação de satélites ficará a cargo de um parceiro especializado, que ainda será selecionado. O modelo permitiria combinar o acesso ao mercado e a governança europeia das operadoras com tecnologia satelital já consolidada e capacidade comprovada de implantação.

As empresas ressaltaram que a Carta de Intenções não altera nem substitui os acordos de satélite atualmente mantidos por cada operadora. A iniciativa representa, porém, mais um movimento do setor para aproximar as redes móveis tradicionais das soluções espaciais, mercado que vem ganhando relevância global diante da busca por cobertura universal e comunicações mais resilientes.

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