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Inovação Pesquisa Tecnologia
8 de julho de 2026

Evonik facilita a reciclagem química de plásticos

Por Redação Brasil-Alemanha News

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Foto: Divulgação

Durante o processo de pirólise, metódo termoquímico de decomposição da matéria pela ação do calor, resíduos plásticos são decompostos em seus blocos químicos básicos sob altas temperaturas e ausência de oxigênio. O principal produto desse processo, o óleo de pirólise, pode complementar matérias-primas fósseis, como a nafta derivada do petróleo bruto. Posteriormente, esse óleo passa a ser processado em unidades de craqueamento a vapor (steam crackers), que produzem os blocos químicos básicos, como etileno e propileno, essenciais para a fabricação de novos plásticos.

Pensando no aprimoramento da reciclagem química de plásticos, a Evonik desenvolveu soluções para catalisadores e adsorventes especializados para melhorar a qualidade do óleo de pirólise, que frequentemente contém impurezas, como cloro, nitrogênio ou silício, resíduos que podem comprometer a eficiência e a segurança operacional dos steams crackers. “Os operadores de crackers adotam rigorosos padrões de qualidade para as matérias-primas utilizadas”, afirmou Hendrik Rasch, responsável por Embalagens Circulares e Reciclagem de Plásticos no programa Next Markets da Evonik. “É exatamente nesse ponto que nossos produtos atuam. Eles ajudam a melhorar significativamente a qualidade do óleo de pirólise”.

A Evonik iniciou o desenvolvimento de tecnologias para a purificação de óleo de pirólise há vários anos, e agora oferece adsorventes desenvolvidos especificamente para remover impurezas do óleo de pirólise, aproveitando sua ampla experiência em petroquímica e processamento de matérias-primas. A purificação do bio-óleo exige a remoção eficiente de impurezas, especialmente compostos clorados, para viabilizar seu uso em etapas posteriores da cadeia petroquímica. Para isso, podem ser combinadas diferentes tecnologias, como adsorção, catálise e hidrotratamento, que atuam na conversão e remoção de contaminantes remanescentes, aumentando a qualidade da matéria-prima e a eficiência do processo. Além dos aspectos químicos, a adoção de sistemas modulares facilita a integração dessas etapas às instalações existentes, permitindo conectar unidades de purificação tanto a plantas de pirólise quanto a crackers com maior flexibilidade operacional, reduzindo a necessidade de investimentos adicionais e minimizando períodos de parada.

A reciclagem de plásticos contaminados e não separados continua sendo um desafio. Embora a reciclagem mecânica seja um método consolidado para fluxos de resíduos plásticos mais puros, como garrafas PET, uma parcela significativa dos resíduos plásticos é composta por materiais mistos e contaminados, difíceis de reciclar mecanicamente. Ao mesmo tempo, a demanda global por reciclagem química está crescendo, impulsionada por marcos regulatórios. Diante disso, Evonik posiciona-se como parceira estratégica da indústria, oferecendo soluções adaptadas a diferentes necessidades — desde plantas de pirólise de pequeno porte até grandes complexos petroquímicos. “Nossas soluções demonstram como a inovação tecnológica pode impulsionar a economia circular”, afirma Rasch. “Estamos convencidos de que a reciclagem química é um dos pilares fundamentais de uma economia sustentável para os plásticos”.

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