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18 de março de 2026

KfW Research: empreendedores querem menos burocracia como prioridade

Por Redação Brasil-Alemanha News

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Foto: Unsplash.

A principal mudança desejada por quem abriu recentemente um negócio ou pretende empreender é a redução da burocracia. Em uma pesquisa rápida realizada com usuários da plataforma Gründerplattform, 44% dos entrevistados afirmaram esperar que formuladores de políticas adotem medidas para simplificar processos — como regras fiscais mais claras, abertura de empresas online com menor custo e redução dos prazos administrativos.

Outros 27% dos respondentes destacaram a necessidade de alívio financeiro, incluindo redução de impostos e de contribuições para seguros de saúde. Já 15% apontaram temas ligados à igualdade de gênero e justiça, defendendo tratamento mais equitativo entre trabalhadores empregados e autônomos, além de maior valorização do empreendedorismo e da inovação.

A Gründerplattform é uma iniciativa conjunta da KfW e do Ministério Federal da Economia da Germany, oferecendo suporte ao processo de criação de empresas por meio de informações e ferramentas digitais. A pesquisa foi realizada em fevereiro de 2026 e, embora não seja representativa, fornece insights relevantes sobre o cenário enfrentado por novos empreendedores no país.

“A Alemanha precisa de mais espírito empreendedor. Por isso, é fundamental facilitar ao máximo o foco dos empreendedores em suas atividades diárias — o que ainda é um desafio. Reduzir a burocracia é uma das questões mais importantes para a economia alemã e deve ser tratado com urgência”, afirma Dirk Schumacher, economista-chefe da KfW.

Apesar dos desafios, a maioria dos empreendedores e aspirantes a empreender mantém uma visão positiva sobre o futuro. Na pesquisa, 61% concordaram que 2026 será melhor para eles e suas famílias do que 2025. Entre a população alemã em geral, esse percentual foi de 57%.

Ao mesmo tempo, 44% dos entrevistados afirmaram que 2025 foi um ano ruim para eles e suas famílias, um aumento em relação ao ano anterior, quando 38% compartilhavam essa percepção.

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