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Sustentabilidade Mercado Pesquisa
24 de março de 2026

KPMG: estratégia dos CEOs de varejo combina tecnologia, eficiência e agenda sustentável

Por Redação Brasil-Alemanha News

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Foto: Divulgação

Os CEOs do setor de consumo e varejo enfrentam hoje um ambiente mais polarizado. Para lidar com desafios e abraçar oportunidades, eles estão atentos aos avanços tecnológicos, em especial em relação ao uso de inteligência artificial (IA). Também sabem que, para crescer, precisam traçar estratégias que levem em conta a sustentabilidade.

Essas e outras constatações fazem parte do estudo KPMG 2025 Global Consumer & Retail CEO Outlook, realizado pela KPMG.

Entre outros insights, a pesquisa aponta que, atualmente, as ambições globais dos CEOs colidem com realidades locais: enquanto consumidores de maior renda continuam a gastar, outros reduzem despesas e buscam melhor relação custo-benefício.

Adicionalmente, as cadeias de valor tornam-se progressivamente mais interconectadas, ao mesmo tempo em que o comércio transfronteiriço passa a enfrentar obstáculos crescentes.

O recorte de consumo e varejo da publicação KPMG 2025 CEO Outlook se baseia em entrevistas com 120 executivos desse setor. O estudo completo ouviu 1.350 CEOs de 12 setores estratégicos em 11 mercados-chave.

O levantamento mostra que, apesar das pressões macroeconômicas e dos riscos geopolíticos e operacionais, os CEOs de consumo e varejo demonstram uma visão relativamente positiva sobre crescimento, ao mesmo tempo que aceleram investimentos em IA, reavaliam modelos de trabalho e integram sustentabilidade às estratégias de negócio.

Alguns tópicos foram destaque na pesquisa:

  • 65% estão confiantes no crescimento da economia global.
  • 77% demonstram confiança no crescimento do setor.
  • 35% esperam realizar aquisições de alto impacto, percentual inferior ao observado em 2024.
  • A cadeia de suprimentos aparece como o principal desafio para os próximos três anos, citada por 52% dos CEOs.

De acordo com o estudo, a inteligência artificial se consolida como prioridade estratégica no setor de consumo e varejo, com a maioria dos CEOs direcionando investimentos relevantes e esperando retorno no curto a médio prazo, apesar de desafios éticos. Esse avanço tecnológico também está redesenhando estruturas organizacionais, acelerando o desenvolvimento de colaboradores e intensificando a disputa por talentos qualificados.

Paralelamente, a sustentabilidade deixa de ser apenas uma exigência regulatória e passa a ocupar papel central na estratégia das empresas, sendo vista como diferencial competitivo, ainda que enfrente obstáculos como a descarbonização da cadeia de suprimentos.

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