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24 de setembro de 2026

KPMG: foco das empresas migra da adoção para a governança da IA

Por Redação Brasil-Alemanha News

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Foto: Magnific

A adoção da inteligência artificial (IA) continua avançando nas empresas ao redor do mundo, mas o foco das organizações mais maduras já começa a mudar. Em vez de discutir apenas a implementação da tecnologia, empresas que obtêm resultados consistentes passam a concentrar esforços em temas como governança, segurança, liderança e mensuração de valor, segundo a mais recente pesquisa global sobre IA da KPMG.

O levantamento, realizado com 2.131 executivos de 20 países, mostra que a utilização da tecnologia segue em expansão e que os investimentos planejados continuam crescendo. Ao mesmo tempo, a pesquisa indica uma convergência entre diferentes regiões do mundo, sugerindo que a inteligência artificial está deixando de ser uma capacidade restrita a um grupo limitado de organizações para se tornar um elemento cada vez mais presente na estratégia corporativa.

De acordo com o estudo, empresas que apresentam maior maturidade em IA compartilham algumas características em comum. Entre elas estão a existência de estruturas formais de governança, maior envolvimento da alta liderança na tomada de decisões e mecanismos capazes de integrar a tecnologia aos processos de negócio. Mais da metade das organizações entrevistadas já atribui responsabilidades relacionadas à IA aos níveis executivos mais altos da empresa.

A pesquisa também aponta que a expansão da inteligência artificial vem acompanhada de novos desafios. Questões relacionadas à segurança cibernética, proteção de dados, dependência tecnológica e soberania dos modelos aparecem entre as principais preocupações das organizações que já utilizam a tecnologia em larga escala. Segundo a KPMG, companhias que alcançaram resultados concretos com IA tendem a investir mais em controles e mecanismos de supervisão do que aquelas que ainda estão em fases iniciais de adoção.

Outro ponto destacado pelo levantamento é a dificuldade de conectar investimentos e retorno financeiro. Embora a maioria das organizações já acompanhe custos relacionados à inteligência artificial, apenas uma parcela reduzida consegue medir de forma consistente o valor gerado pela tecnologia em toda a empresa. Para a consultoria, a construção de modelos de governança financeira será fundamental para transformar ganhos iniciais de produtividade em resultados sustentáveis de longo prazo.

Na avaliação da KPMG, a próxima etapa da inteligência artificial nas empresas não depende apenas de mais tecnologia, mas da capacidade de construir estruturas de gestão capazes de equilibrar inovação, controle e geração de valor. Nesse cenário, responsabilidade executiva, coordenação entre áreas e mecanismos robustos de governança passam a ser fatores decisivos para que a adoção da IA ocorra de forma segura, escalável e alinhada aos objetivos de negócio.

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