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PMEs Go Green: Câmara Brasil-Alemanha reforça atuação na transformação sustentável da indústria

Por Wagner Maciel

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Foto: Alice Vianna (AHK São Paulo)

Na última quarta-feira (8), a Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK São Paulo) celebrou a conclusão do 2º Ciclo de Aceleração do PMEs Go Green, iniciativa realizada em parceria com a Fundação Eco+, no âmbito do programa AL-INVEST Verde, financiado pela União Europeia. O objetivo é capacitar pequenas e médias empresas de diferentes setores industriais, promovendo o crescimento sustentável e a geração de empregos na América Latina. O projeto também consolida o papel da AHK São Paulo como articuladora de iniciativas voltadas à inovação, competitividade e desenvolvimento

O Diretor Executivo de Desenvolvimento de Negócios da AHK São Paulo, Bruno Vath Zarpellon, destacou o papel das pequenas e médias empresas nas cadeias globais e os desafios enfrentados para a adoção de práticas sustentáveis. “PMEs são essenciais nas cadeias globais, mas ainda enfrentam desafios para atender às crescentes exigências de sustentabilidade — que já se tornam pré-requisito de mercado. Nesse cenário, a AHK São Paulo atua apoiando sua adaptação e integração a essas cadeias.”

Durante o evento, foram apresentados os resultados alcançados pelas empresas participantes, que passaram a incorporar a sustentabilidade em suas operações, fortalecendo cadeias de valor e ampliando sua inserção em mercados internacionais.

“Atualmente, o Brasil conta com mais de 21 milhões de PMEs, que representam aproximadamente 97% dos empreendimentos do país e cerca de 30% do PIB. A geração de empregos por essas empresas é de sete em cada dez no Brasil, por isso buscamos ajudá-las a ultrapassar as barreiras em seus caminhos”, afirmou Indianara Jesus, Assistente de Inovação e Sustentabilidade da AHK São Paulo.

Com isso em mente, a segunda edição do projeto PMEs Go Green selecionou as três ideias que mais se destacaram durante o programa, sendo estas: “Circular Labs”, idealizado por Gabriel Lysias; o projeto “Recuperação Avançada de Nutrientes”, encabeçado por Lucas Lanzoni, da AVfert; e o projeto “Biossolo de Casca de Cacau”, de Fábio Santos, da Cacaus Biocosméticos.

Como forma de impulsionar o desenvolvimento e a visibilidade dessas soluções, os vencedores foram contemplados com uma série de benefícios estratégicos, incluindo a intermediação de contato com até três instituições da rede AHK com perfil alinhado aos projetos, a oportunidade de apresentar suas iniciativas no Congresso Brasil-Alemanha de Inovação e Sustentabilidade (CBAIS 2026), a divulgação nos canais oficiais da Câmara Brasil-Alemanha — como o Brasil-Alemanha News e as redes sociais —, além de acesso por seis meses ao AHK Digital Academy, plataforma de cursos da instituição, para até três colaboradores.

Representando a Fundação Eco+, Thiago Egydio Barreto, Gerente de Sustentabilidade da entidade, destacou o protagonismo da sustentabilidade e da inovação como vetor de transformação. “Temas como carbono deixaram de ser periféricos e passaram a impactar diretamente o comércio e a competitividade das empresas. Nesse contexto, a inovação é o que permite criar soluções, conectar mercados e gerar valor, especialmente para as pequenas empresas, que muitas vezes atuam onde as grandes ainda não conseguem chegar”, afirmou.

Para além da inovação, outro fato evidenciado pelo programa foi que pequenas e médias empresas representam uma parte fundamental da economia, gerando empregos e dinamizando cadeias de valor. Quem destacou esse ponto foi Karina Klein Kapin, Especialista em Monitoramento Técnico da AL- INVEST Verde. “Acreditamos no potencial das PMEs para liderar essa transição para modelos mais sustentáveis e competitivos”, pontuou.

O evento discutiu ainda desafios e oportunidades para indústrias e PMEs, com participação de Gisele Piola, Analista de Sustentabilidade da Siemens; Fábio Neves, PhD em química e fundador da Cacaus Biocosméticos, que foi um dos contemplados pelo PMEs Go Green; e Luiz Lubi, Coordenador de Investimentos e Cooperação com Instituições Financeiras na GIZ Brazil.

Os participantes destacaram que o trabalho com pequenas e médias empresas passa, antes de tudo, por um esforço conjunto de capacitação, engajamento e adaptação às novas exigências de sustentabilidade impostas pelo mercado. Durante a conversa, eles ressaltaram alguns dos principais desafios para as PMEs, tais como falta de recursos financeiros, conhecimento técnico e equipes especializadas, reforçando a importância de programas de apoio e projetos de aceleração para integrar essas empresas às cadeias de valor de forma mais competitiva.

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