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A PUCRS alcançou um marco histórico em sua trajetória de sustentabilidade e tornou-se a primeira e única universidade brasileira a conquistar a certificação de Carbono Neutro. O reconhecimento é dado pela SGS do Brasil, empresa responsável pela verificação e certificação. No ano de 2025, a PUCRS emitiu pouco mais de 3,7 mil toneladas de CO₂ e removeu mais de 5 mil toneladas da atmosfera, atingindo, além da neutralização total, saldo positivo na remoção de gases nocivos.
A instituição chegou a este resultado por meio de um projeto de neutralização de Emissões de Gases de Efeito Estufa da Universidade, desenvolvido a partir das ações de preservação realizadas na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Pró-Mata. A área de conservação ambiental é mantida pelo Instituto do Meio Ambiente da PUCRS e conta com cerca de 2,4 mil hectares de Mata Atlântica preservada em São Francisco de Paula, município localizado nos Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul.
Ao longo de 2025, a conservação da floresta do Pró-Mata possibilitou a remoção de 5.069,28 toneladas de CO₂ da atmosfera. O resultado permitiu à Universidade neutralizar suas emissões e ainda alcançar saldo positivo, pois no mesmo ano, as emissões de gases de efeito estufa geradas pelo Campus da PUCRS e pelo Instituto do Cérebro (InsCer PUCRS), em Porto Alegre, somaram o total de 3.723,38 toneladas de CO₂. Esse cálculo considera combustíveis utilizados em veículos, equipamentos e instalações próprias, gases provenientes de ares-condicionados, consumo de energia elétrica e emissões vinculadas a resíduos gerados na operação.
Para o reitor da PUCRS, Irmão Manuir Mentges, a conquista do selo reforça o compromisso da instituição com o enfrentamento das mudanças climáticas e a preservação ambiental. “Faz parte da nossa missão promover o desenvolvimento humano, científico e ambiental de forma ética e sustentável. Nos orgulha, sobretudo, que conquistamos este resultado a partir da preservação de uma floresta própria, associando pesquisa científica, conservação ambiental e governança climática”, celebra.
A estratégia adotada pela PUCRS diferencia a Instituição de modelos tradicionais de compensação ambiental. Em vez de comprar créditos de carbono externos (off setting), a universidade realiza a neutralização dentro de sua própria estrutura (in setting), por meio da preservação contínua de áreas naturais e do monitoramento científico realizado na Reserva Ecológica Pró-Mata.
Assim, toda a remoção de CO₂ foi quantificada a partir da capacidade natural do Pró-Mata de retirar dióxido de carbono da atmosfera por meio da fotossíntese e armazená-lo em sua biomassa e no solo. Neste levantamento, foram utilizados dados de sensoriamento remoto, informações de biomassa florestal, indicadores de produtividade do ecossistema e bases de dados reconhecidos internacionalmente, como IBGE, MapBiomas, Landsat, Sentinel, entre outros.
“O projeto de neutralização segue metodologias reconhecidas internacionalmente, como o GHG Protocol, que demonstra as emissões de gases de efeito estufa da Universidade, e normas voltadas à gestão e neutralização de carbono. Este é um marco histórico para uma instituição de ensino e que torna a PUCRS protagonista da responsabilidade climática mundial”, pondera Bruno de Rosso Ribeiro, líder do projeto, além de professor da Escola Politécnica e assessor da Superintendência de Novos Negócios da PUCRS e do Instituto do Meio Ambiente (IMA) da PUCRS.
Dentre as normas destacadas estão a ISO 14.064, um conjunto de padrões internacionais voltados especificamente para a quantificação, monitoramento, relato e verificação de gases de efeito estufa, e a ISO 14.068, que foi utilizada para demonstrar que as emissões foram efetivamente neutralizadas pelas remoções de carbono provenientes do Pró-Mata.
