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Formação Educação Tecnologia
20 de maio de 2026

PUCRS leva alunas destaque para imersão tecnológica nos EUA

Por Redação Brasil-Alemanha News

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Foto: Divulgação.

Entre os dias 14 e 22 de maio, três alunas da Escola Politécnica da PUCRS viverão uma experiência de internacionalização: elas estarão nos Estados Unidos para participar da programação oficial da Beall and Butterworth Product Design Competition. A competição da University of California, Irvine (UCI) conta, desde 2022, com parceria da PUCRS por meio do Parque Científico e Tecnológico da Universidade (Tecnopuc), que reforça o compromisso das duas universidades com a internacionalização e com a formação de estudantes preparados para atuar em cenários globais de tecnologia, inovação e empreendedorismo.

“Quando o assunto é inovação, é fundamental criar conexões com diferentes contextos, culturas e formas de pensar. As trocas internacionais, por exemplo, fortalecem o desenvolvimento conjunto e ampliam nossa capacidade de gerar impacto”, afirma Stella Sapper, líder do Tecnopuc Crialab que acompanha as estudantes na viagem junto de Rafael Chanin, ssessor da Superintendência de Inovação e professor da Escola Politécnica da PUCRS.

A viagem, proporcionada pelo Tecnopuc, é resultado do destaque conquistado pelas estudantes na edição de 2025 da competição. As acadêmicas Ana Carolina Palhares Poletto, Bárbara da Silva Dapper e Luiza Dal Mas Pasini, todas do curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial da PUCRS, integram o time reconhecido como o mais colaborativo daquela edição – o grupo contém, ainda, três estudantes da UCI.

A equipe desenvolveu o Oslo, um sistema de monitoramento de saúde não invasivo voltado à população idosa. A solução utiliza uma câmera inteligente equipada com tecnologia de imagem térmica e sensores capazes de monitorar continuamente sinais vitais, como frequência cardíaca, temperatura corporal, respiração e níveis de estresse.

Com apoio de algoritmos de inteligência artificial, as informações são processadas para identificar precocemente possíveis alterações de saúde. Os dados são enviados para um aplicativo mobile que permite que familiares e cuidadores acompanhem, em tempo real, o estado de saúde da pessoa idosa e recebam alertas preventivos.

Segundo Ana Carolina Palhares Poletto, a experiência foi marcada pela troca internacional de conhecimentos. “Foi muito especial participar do projeto e ter a oportunidade de trabalhar em conjunto com pessoas de fora do país. Acima de tudo, o principal aprendizado foi justamente a troca de experiências e perspectivas diferentes durante o desenvolvimento da solução”, afirma.

Para Bárbara da Silva Dapper, o projeto também representou uma oportunidade de crescimento técnico e pessoal. “O principal aprendizado foi aplicar, na prática, conhecimentos de design de interface e experiência do usuário, além de aprimorar muito o inglês técnico ao trabalhar diariamente com americanos e com termos da área da saúde e tecnologia. A experiência internacional certamente fortaleceu habilidades de comunicação, adaptação e trabalho em equipe”, destaca.

Já Luiza Dal Mas Pasini ressalta o impacto social da iniciativa. “Participar de um projeto que tem tanta possibilidade de impacto real na vida de muitas pessoas foi a parte mais valiosa dessa experiência. Em poucas palavras, mostra que podemos fazer a diferença de muitas formas”, comenta.

As estudantes acompanharão o Showcase da Beall and Butterworth Competition, feira de protótipos que reúne as soluções desenvolvidas pelas equipes participantes. Além disso, poderão assistir à final da edição de 2026, quando serão anunciados os vencedores do ano. A agenda das alunas também contempla visitas a importantes espaços de inovação da universidade americana, como o Beall Center for Innovation and Entrepreneurship e o ANTrepreneur Center. Consequentemente, a programação inclui conexões com empreendedores, mentorias e workshops sobre negócios globais.

Esta é a terceira turma de estudantes da PUCRS que vivencia essa experiência. “Vejo essa oportunidade como um espaço valioso de aprendizado, troca e inspiração. Então sempre procuro participar desses ambientes com um olhar atento para identificar tendências, oportunidades e práticas que possam contribuir para fortalecer o nosso ecossistema de inovação aqui no Brasil e no Tecnopuc”, concluiu Stella.

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