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A parcela de fabricantes industriais que espera alcançar alto nível de automação em processos-chave até 2030 deve mais que dobrar, passando de 18% para 50%, segundo o Global Industrial Manufacturing Sector Outlook, divulgado hoje (27/02) pela PwC.
O estudo, que ouviu 443 executivos seniores em 24 territórios, aponta que a indústria global de manufatura industrial, avaliada em US$ 16 trilhões, atravessa um ponto de inflexão histórico. Inteligência artificial (IA), tecnologias avançadas, automação e convergência industrial estão se acelerando, impulsionando novas oportunidades de crescimento e ganhos de produtividade.
Ryan Hawk, Global Industrials and Services Leader da PwC US, afirma: “À medida que a adoção tecnológica e a automação avançam, a vantagem competitiva deixará de ser de quem possui as ferramentas e passará a ser de quem consegue adotá-las e orquestrá-las com maior rapidez. Fabricantes ágeis, habilitados por tecnologia e preparados para o futuro já saem na frente — e a distância entre empresas tecnologicamente estruturadas e aquelas que ainda operam com sistemas remendados tende a aumentar ainda mais. A questão para os fabricantes é: sabem o que adotar e estão prontos para isso?”
As empresas classificadas como “future-fit” — os 20% mais ágeis, inovadores e rápidos identificados pela pesquisa — apresentam vantagem clara. Atualmente, a mediana de processos altamente automatizados nessas companhias é de 29%, frente a 15% nas demais. Até 2030, esse percentual deve alcançar 65% entre as “future-fit”, contra 45% nas outras.
Embora os objetivos variem conforme a tecnologia, o foco central está em crescimento e produtividade. A IA é vista como igualmente relevante para ambos (47% crescimento e 46% produtividade), enquanto a robótica é percebida principalmente como impulsionadora de produtividade (78%) e menos como vetor de crescimento (13%).
Mesmo com a tecnologia e a IA no centro das estratégias, os fabricantes projetam que uma parcela crescente da receita virá de atividades além de seu núcleo tradicional. Até 2030, 44% da receita total deve ter origem fora da fabricação de produtos industriais e de consumo.
O movimento inclui ofertas integradas que combinam equipamentos, conhecimento técnico e serviços — como soluções inteligentes e conectadas, equipamentos flexíveis, serviços estendidos e infraestrutura elétrica e para data centers. Sete em cada dez executivos (70%) apontam o desenvolvimento interno de novas capacidades como principal caminho para capturar oportunidades de crescimento.
