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Sustentabilidade Empresas Pesquisa
20 de março de 2026

Rentabilidade, sustentabilidade e IA marcam perspectiva no setor químico para este ano, aponta KPMG

Por Redação Brasil-Alemanha News

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Foto: Shutterstock

O setor químico e petroquímico no Brasil passará por uma fase de transição com o objetivo de impulsionar o crescimento dos negócios, inovação, sustentabilidade e inteligência artificial (IA). Essa é a análise do sócio da KPMG no Brasil e líder do setor, Valter Shimidu. Segundo ele, a capacidade de adaptação e o planejamento voltados para resultados de longo prazo podem fazer a diferença para as empresas.

“O recomendado é que as organizações deste setor definam novas estratégias com base nos impactos geopolíticos, compra de insumos e materiais importados, além da demanda do mercado interno e externo. Já para as lideranças, a orientação é investir em transformação tendo em vista os desafios globais. Quanto à adoção da IA, é importante reconhecer o diferencial da inclusão da ferramenta ao negócio para agregar valor e solucionar questões urgentes”, explica.

Segundo Shimidu, a rentabilidade e a logística estão entre os principais desafios do setor neste ano. “O transporte de produtos químicos exige altos padrões de segurança e os custos logísticos permanecem elevados devido à escassez de contêineres e gargalos nos portos. Para lidar com essas dificuldades, as empresas estão adotando tecnologias como blockchain e digitalização da cadeia de suprimentos, buscando maior eficiência e rastreabilidade. Há oportunidades significativas para fortalecer a indústria nacional, principalmente, por meio de investimentos em infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento e políticas públicas que incentivem a competitividade e a sustentabilidade”, explica.

A sustentabilidade também se tornou uma prioridade estratégica, afirma ele, devido às regulamentações ambientais, principalmente, da União Europeia, certificações, padrões de segurança, descarbonização da produção e o desenvolvimento de soluções químicas mais limpas.

“Existe um custo para as empresas implementarem efetivamente os fatores ESG, especialmente, para zerar as emissões líquidas e realizar a descarbonização da cadeia de suprimentos. No entanto, esses processos terão que ser feitos e aquelas que avançarem rapidamente rumo a uma transformação liderada pela sustentabilidade poderão obter uma vantagem significativa no mercado”, finaliza.

Principais tendências do setor para este ano:

– Química sustentável e baixo carbono: matérias-primas renováveis; adoção de biomassa, bioetanol e fontes vegetais como alternativas ao petróleo; pegada de carbono como critério competitivo: cadeias de produção mais limpas.
– Economia circular e reaproveitamento de resíduos
– Digitalização e Indústria 4.0
– Cadeias locais mais fortes e substituição de importações
– ESG e pressão regulatória
– Pesquisa e Desenvolvimento em Biotecnologia e Novos Materiais

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