Brasil e Alemanha discutem projeto de heliotérmica


Gestores do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e representantes da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ, na sigla original) realizaram em 27 de janeiro, em Brasília (DF), a primeira reunião do ano para o planejamento de ações no âmbito do Projeto de Apoio ao Desenvolvimento de Energia Heliotérmica no Brasil (DKTI-CSP).


“Os esforços brasileiros na área de geração de energia a partir do vento e do sol são, provavelmente, o tom dessa questão energética do século 21I”, disse o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Armando Milioni.


“Fico muito entusiasmado em ver o País trabalhando em parceria com a Alemanha, que tem domínio tecnológico [nessa área]. A gente pode estar dando o passo necessário para transformar a indústria nacional”, continuou o secretário.


O DKTI-CSP integra o acordo firmado entre o MCTI e a GIZ que deverá resultar em alternativas sustentáveis de geração de energia no País. O projeto visa estabelecer pré-requisitos, capacitação e instrumentos para contribuir para a introdução da energia heliotérmica na matriz energética brasileira, promovendo o desenvolvimento da pesquisa e da indústria nacional.


Para o diretor da área de energias renováveis e eficiência energética da GIZ no Brasil, Torsten Schwab, a parceria visa “formar um pacote” de desenvolvimento tecnológico conjunto, e não somente trazer ao País a tecnologia que é desenvolvida no exterior.


“Estamos preparando uma tecnologia que é tão inovadora que não está consolidada em nenhuma parte do mundo”, afirmou o diretor. “O Brasil e a Alemanha vêm desenvolvendo em conjunto esse pacote tecnológico.”


Pioneirismo


Uma das iniciativas que recebem reforço da cooperação bilateral é a primeira usina heliotérmica do Brasil, a ser construída em Petrolina (PE).


“Estamos construindo uma usina experimental de um megawatt que permite abastecer até mil residências”, explicou o coordenador-geral de Tecnologias Setoriais da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do MCTI, Eduardo Soriano. “A ideia é que, no futuro, isso se transforme em um centro de pesquisa ou de testes de tecnologia”.


A previsão é a de que a usina seja entregue ao final de 2016. O empreendimento conta com investimentos do MCTI da ordem de R$ 18 milhões e do governo de Pernambuco, de R$ 5 milhões.


Com informações Portal Brasil

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