Cresce uso de madeira para geração de energia

O consumo de produtos florestais subiu 5,6% em 2010 na América do Norte, Europa e em países do antigo bloco soviético, revela uma publicação anual da Comissão Econômica da ONU para a Europa (Unece). Esse aumento estaria ligado à maior demanda por madeira destinada à produção de energia, tendência que deve ser reforçada com a decisão de alguns países industrializados de privilegiar fontes de energia renováveis e limpas frente à nuclear, dizem analistas.

O acidente nuclear de Fukushima, o anúncio da Alemanha de abandonar totalmente a energia atômica até 2022 e a elevação do preço do petróleo e do carvão são fatores que impulsionaram fortemente o mercado da madeira, matéria-prima reconhecida como uma fonte de energia renovável e neutra em emissões de dióxido de carbono.

Segundo a publicação divulgada nesta quarta-feira (3), os "pellets" de madeira (serragem compactada utilizada para a geração de eletricidade) experimentaram o crescimento mais acentuado nos últimos anos.

A capacidade de produção passou de 9 milhões de toneladas em nível mundial – a metade na Europa – para 16 milhões de toneladas no ano passado. Estima-se que este ano a produção alcançará os 20 milhões de toneladas e que o aumento anual do consumo será da ordem de 11% até o ano 2020.

A Europa é o primeiro consumidor de "pellets", com a Suécia como o maior comprador (20% do total mundial). O Canadá é o principal exportador e abastecedor mundial, embora o organismo considere que esta situação evoluirá com o desenvolvimento das capacidades de produção na Rússia.

SXC
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