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Um grupo restrito de empresas já começa a transformar a inteligência artificial em impacto financeiro concreto, superando a fase inicial de ganhos pontuais de eficiência. É o que mostra o estudo “IA na estratégia: crescer ou ficar para trás”, da PwC, segundo o qual organizações que integram a tecnologia de forma estratégica e em escala alcançam ganhos de receita e eficiência até 7,2 vezes superiores.
Essas companhias, classificadas como “líderes em IA”, representam 20% das 1.217 empresas analisadas, mas concentram mais de 70% do valor gerado globalmente pela tecnologia. O diferencial está na capacidade de ir além da adoção técnica e utilizar a IA para reinventar modelos de negócio, reconfigurar cadeias de valor e ampliar a colaboração entre setores.
Os dados indicam, contudo, que a maioria das empresas ainda enfrenta dificuldades para transformar iniciativas em resultados. No Brasil, apenas 30% investem em IA com foco de longo prazo, ante 65% entre as líderes globais, e só 9% redesenharam processos para integrar a tecnologia — o que ajuda a explicar por que 56% dos CEOs no país relatam não ter obtido ganhos financeiros com IA no último ano.
Segundo a PwC, o principal desafio é desenvolver a chamada “aptidão para IA”, ou seja, a capacidade de conectar estratégia, dados, pessoas e governança para gerar valor em escala. Empresas mais avançadas tratam a tecnologia como plataforma de crescimento, o que se reflete em maior agilidade no lançamento de produtos, melhor qualidade das decisões e evolução na experiência do cliente. Nesse contexto, confiança interna e estruturas de governança eficazes são fatores críticos para acelerar a adoção.
A análise também aponta diferenças entre setores, com destaque para mídia e entretenimento na integração da IA ao longo da cadeia de valor. Para a consultoria, a tecnologia deixou de ser uma aposta futura e passou a representar um elemento central de competitividade — tendência que deve ampliar a distância entre líderes e retardatários nos próximos anos. Saiba mais em www.pwc.com.br.
