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Instalada em um terreno de 100 mil m², com 40 mil m² de área construída, a nova planta industrial da WIKA do Brasil abriu suas portas nesta quarta-feira (10) para mais um encontro da série Eventos no Interior, realizado pela Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK São Paulo), em parceria com a Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha (VDI, em sua sigla em alemão).
Localizada em Boituva, no interior de São Paulo, a nova unidade foi inaugurada no primeiro semestre de 226, com investimentos da ordem de R$ 100 milhões, e é parte de uma estratégia da companhia para ampliar a nacionalização do portfólio e fortalecer o Brasil como base exportadora, colocando o País no centro de sua plataforma de expansão para a América Latina – a unidade brasileira atua como centro produtor e exportador para as subsidiárias na Argentina, Chile, Colômbia e México.
Referência global em tecnologia de medição industrial, a WIKA apresentou aos participantes como a tecnologia está integrada à nova estratégia da companhia, abordando a inovação em produtos, em processos e em pessoas. O investimento em fortalecer valores e compromissos sociais e em desenvolver programas que estimulam exatamente a inovação entre os colaboradores fez com que o processo de mudança para a nova unidade tivesse menos de 5% de turnover. Atualmente, a WIKA possui mais de 50 subsidiárias ao redor do mundo e mais de 30 anos de atuação no Brasil, com cerca de 300 colaboradores na fábrica em Boituva.
Já na abertura do evento, Lucila Machado Junqueira, Diretora de Assuntos Associativos da AHK São Paulo, enfatizou a notoriedade da relação Brasil-Alemanha no âmbito empresarial, com a AHK São Paulo sendo expoente desse vínculo há 110 anos (a serem completados em novembro).
João Vitor Stedile, Diretor Executivo da VDI, complementou dizendo que a entidade também celebra 70 anos de presença em solo “verde e amarelo”, o que consolida a ideia de relação longeva entre os países. Stedile destacou também a presença germânica no interior paulista, com dezenas de outras companhias na região.
O que assegura a longevidade de uma empresa?
Na sequência, Ricardo Salgado, Vice-Presidente LATAM da WIKA, trouxe um panorama sobre a história da companhia e declarou que crescimento sustentável não acontece por acaso. Ele é resultado de adaptação contínua, investimento em pessoas e coragem para evoluir ao longo do tempo.
“Em uma organização global, com diversas unidades e culturas, atuar como um único time é uma necessidade. Quando trabalhamos dessa forma, direcionamos nossa energia para o que realmente importa: apoiar nossos clientes e evoluir como organização”, disse.
Samuel Marques, Gerente de Novos Negócios da WIKA, acrescenta que a modernização de processos em conformidade com os avanços tecnológicos é um fator chave para que companhias se mantenham vivas no mercado. “Hoje, um dos grandes desafios da indústria é integrar mundos que antes eram separados: a tecnologia da informação e a tecnologia operacional. É justamente nesse ponto que a WIKA atua, conectando medição, dados e inteligência para transformar informação de campo em valor real para o negócio”, explica Marques.
Solidez com base em pessoas
Enquanto a tecnologia se expande a níveis jamais vistos antes, uma pergunta permanece: qual o papel das pessoas nesse cenário? Renato Mana, Diretor de Operações da WIKA, conta que a construção de um ambiente que encoraje e impulsione as pessoas é o fator decisivo.
“Nos últimos anos, conseguimos crescer significativamente, ampliando nossa produção e produtividade de forma consistente, sem um aumento proporcional da estrutura. Esse resultado não vem de um único fator, mas de uma transformação profunda na forma como operamos, pensamos e estruturamos nossos processos. Isso começa pela base da organização, criando uma cultura em que ideias — inclusive as mais ousadas — possam ser propostas, discutidas e desenvolvidas”, afirmou.
Essa transformação cultural como vetor para um ambiente inovador e sustentável foi abordada por Angela Silva, Diretora de Recursos Humanos LATAM, e Diego Martin, Coordenador de ESG da WIKA. Segundo Silva, a transformação digital não é uma possibilidade — ela é inevitável. Assim como, no passado, a energia elétrica deixou de ser um diferencial para se tornar um padrão, a tecnologia hoje segue o mesmo caminho.
Assim, empresas devem pensar no futuro do trabalho tanto quando nos outros componentes de sua cadeia. “O trabalho deixou de ser apenas uma atividade econômica e passou a ter um significado mais amplo para as novas gerações. Elas buscam pertencer, contribuir e encontrar propósito no que fazem”, afirmou a especialista.
Pensando nisso, a WIKA estruturou o InovaWika, um programa voltado a dar protagonismo aos colaboradores e transformar a inovação em prática cotidiana. Mais do que uma iniciativa pontual, o programa foi concebido como um movimento cultural, com o objetivo de ampliar a participação de toda a equipe no desenvolvimento de soluções. “A inovação não pode estar concentrada em uma pessoa ou em um departamento. Ela precisa acontecer no dia a dia da organização, em todos os níveis, desde a operação até as áreas administrativas”, destacou Martin.
Ao criar mecanismos para que os colaboradores contribuam com ideias diretamente conectadas a eficiência, qualidade, experiência do cliente e sustentabilidade, a empresa estrutura um modelo de inovação distribuída, ancorado na operação. “Grande parte das melhores soluções nasce de quem está no processo, de quem conhece as dores da rotina. Quando damos voz a essas pessoas e estruturamos essa participação, conseguimos transformar conhecimento em resultado e fortalecer uma cultura de inovação consistente”, completou.
