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Reduzir resíduos em um hospital exige mais do que separar materiais recicláveis. Em uma operação que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, a gestão ambiental precisa considerar resíduos comuns, orgânicos, recicláveis, químicos, infectantes, perfurocortantes, materiais de obras e itens usados na assistência.
A partir de estratégias que combinam revisão de processos internos, metas por área e ampliação da destinação para reciclagem e compostagem, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz registrou avanços significativos na gestão de resíduos. Em 2025 a instituição ampliou em 77% a destinação de resíduos para reciclagem e compostagem, em comparação ao ano anterior, passando de 295,57 toneladas para 524,44 toneladas.
Entre 2022 e 2025, a proporção de resíduos enviados para aterro sanitário caiu de 86,3% para 73,9%, enquanto a participação de reciclagem e compostagem passou de 13,7% para 26,1%. Em 2026, com dados acumulados até abril, a tendência se mantém: o envio para aterro chegou a 63,8%, enquanto reciclagem e compostagem alcançaram 36,2%.
Em volume, a destinação para reciclagem e compostagem passou de 295,57 toneladas em 2024 para 524,44 toneladas em 2025. A compostagem, implantada em julho de 2025, também ganhou relevância: foram 150,73 toneladas destinadas a esse processo em 2025 e 117,47 toneladas apenas nos quatro primeiros meses de 2026.
“A agenda ambiental deixou de ser periférica. Ela faz parte da forma como as instituições planejam suas operações, usam recursos, contratam fornecedores e organizam seus processos internos. Em um hospital, isso ganha ainda mais relevância, porque cada avanço precisa preservar aquilo que é inegociável: a segurança e o cuidado com as pessoas”, destacou Maria Carolina Lourenço Gomes, diretora-executiva de Pessoas, Sustentabilidade e Responsabilidade Social do Hospital Alemão Oswaldo Cruz
A estratégia passou a olhar não apenas para os recicláveis, mas para todos os grupos de resíduos gerados na instituição. Para isso, foram criados planos de ação por área, considerando as particularidades de setores como assistência, nutrição, obras e infraestrutura. As ações incluem reposicionamento de lixeiras, padronização da segregação, treinamentos com equipes e multiplicadores ambientais, além da ampliação da destinação sustentável de materiais como TNT, GELOX, resíduos de obras e mobílias inservíveis.
O hospital também passou a monitorar de forma mais próxima os resíduos perigosos, como materiais infectantes, químicos e perfurocortantes, que exigem tratamento específico. Em abril de 2026, a instituição registrou redução de cerca de 2,28 toneladas na geração desse tipo de resíduo em relação ao mês anterior, resultado associado às ações de segregação, revisão de fluxos e acompanhamento por área.
A gestão de resíduos integra a agenda ESG do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e está conectada a uma visão de longo prazo de redução progressiva do envio para aterro.
