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Economia Mercado
14 de setembro de 2026

Investimento global em fintech retoma crescimento, aponta KPMG

Por Redação Brasil-Alemanha News

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Foto: Shutterstock

O investimento global em fintech alcançou US$ 103,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, colocando o setor no caminho para registrar seu melhor desempenho anual em quatro anos, de acordo com a mais recente edição do relatório Pulse of Fintech, da KPMG. O resultado representa uma aceleração em relação ao segundo semestre de 2025, quando o volume movimentado foi de US$ 72,2 bilhões.

A recuperação, no entanto, não ocorreu de forma homogênea. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas Américas, que concentraram US$ 86,9 bilhões em investimentos, dos quais US$ 80,8 bilhões foram destinados ao mercado dos Estados Unidos. Segundo o levantamento, os investidores seguiram priorizando empresas consolidadas e operações de grande porte, especialmente nos segmentos de pagamentos e infraestrutura financeira.

Na Europa, Oriente Médio e África (EMEA), o cenário foi mais moderado. O investimento em fintech caiu para US$ 11,3 bilhões no primeiro semestre de 2026, ante US$ 18 bilhões no semestre anterior. A KPMG atribui o resultado a fatores como tensões geopolíticas, incertezas macroeconômicas e preocupações relacionadas à inflação e às taxas de juros. Ainda assim, mercados como Alemanha, Reino Unido e países nórdicos continuaram atraindo investimentos relevantes.

A América Latina também apresentou um ritmo mais contido. No Brasil, os aportes em fintechs recuaram de US$ 1,6 bilhão no segundo semestre de 2025 para US$ 508 milhões nos seis primeiros meses de 2026. Apesar disso, a região segue inserida em um movimento global de transformação dos serviços financeiros, marcado pela digitalização e pela busca por maior eficiência operacional.

Entre os segmentos mais dinâmicos do período, o setor de pagamentos liderou os investimentos, com US$ 44,2 bilhões movimentados globalmente, impulsionado por grandes operações de fusões e aquisições. As fintechs relacionadas à inteligência artificial também ganharam destaque, atraindo US$ 21,4 bilhões em negócios envolvendo capital de risco, private equity e M&A.

Os ativos digitais mantiveram posição de destaque, somando US$ 11,1 bilhões em investimentos no semestre. Segundo a KPMG, o desempenho reflete a crescente integração desses ativos ao sistema financeiro tradicional, apoiada por maior participação institucional, avanços regulatórios e investimentos em infraestrutura voltada à expansão do ecossistema digital.

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