Nenhuma imagem disponível na galeria.

A Rolls-Royce Power Systems passou a integrar uma nova etapa da modernização ferroviária no Brasil com o fornecimento de sistemas de propulsão para trens urbanos destinados a operar em redes sem eletrificação contínua. A tecnologia foi destinada inicialmente à cidade de Teresina (PI), em uma iniciativa voltada à ampliação da mobilidade urbana por meio do aproveitamento da infraestrutura ferroviária existente.
O projeto marcou a primeira aplicação dos PowerPacks mtu da companhia na América Latina. Os sistemas foram instalados pela Marcopolo Rail em três composições destinadas à rede ferroviária da capital piauiense. O primeiro trem teve início de operação assistida em outubro de 2026.
A solução reuniu em uma única unidade os principais componentes de propulsão do veículo, permitindo a operação independente de redes eletrificadas. Esse modelo passou a ganhar relevância em projetos ferroviários que utilizam trechos já existentes ou demandam investimentos reduzidos em infraestrutura, uma vez que elimina a necessidade de instalação contínua de sistemas de alimentação elétrica ao longo da linha.
A iniciativa refletiu um movimento observado em diferentes países da América do Sul, onde governos e operadores vêm buscando modernizar sistemas ferroviários e ampliar a oferta de transporte sobre trilhos com soluções mais flexíveis e economicamente viáveis.
A parceria entre Rolls-Royce e Marcopolo Rail também avançou para um novo projeto em Arapiraca (AL), com a previsão de fornecimento de outros seis PowerPacks destinados a composições de transporte suburbano. A iniciativa contou com apoio do Ministério dos Transportes, do Governo de Alagoas e da prefeitura local.
Segundo Andreas Görtz, presidente da unidade de negócios Mobile & Sustainable Power Solutions da Rolls-Royce Power Systems, a tecnologia foi desenvolvida justamente para atender projetos que exigem operação independente da infraestrutura de eletrificação. “Nossos sistemas combinam os principais componentes de propulsão em uma única unidade, permitindo uma operação autossuficiente e confiável, mesmo em linhas ferroviárias que não são eletrificadas continuamente. É justamente essa característica que torna o sistema adequado para projetos como o de Teresina”, destacou.
Mais do que uma entrega de equipamentos, os projetos representaram um avanço na adoção de tecnologias capazes de viabilizar novas operações ferroviárias sem a necessidade de grandes investimentos em eletrificação. Em um contexto de retomada do interesse por soluções de mobilidade urbana e regional sobre trilhos, sistemas integrados de propulsão passaram a se consolidar como uma alternativa para acelerar a implantação e a modernização de redes ferroviárias no país.
