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Uma tecnologia criada há cem anos para aproveitar um subproduto da indústria química continua a acompanhar as transformações da construção civil. Desenvolvido em 1926 pelo químico Julius Laux, o processo de produção de pigmentos de óxido de ferro hoje utilizado pela LANXESS combina aproveitamento de matérias-primas, padronização industrial e capacidade de adaptação a novas formulações de concreto.
Laux buscava uma destinação para o óxido de ferro gerado na fabricação de anilina. O método permitiu transformar esse subproduto em pigmentos com intensidade de cor constante e qualidade reproduzível, com baixa geração de resíduos. A solução antecipou uma lógica atualmente associada à economia circular: reinserir materiais no processo produtivo e ampliar seu valor econômico, em vez de descartá-los.

A adoção do concreto colorido ganhou impulso durante a reconstrução europeia após a Segunda Guerra Mundial. A estabilidade das tonalidades e a resistência às condições climáticas ampliaram o uso dos pigmentos em fachadas, áreas de circulação, infraestrutura e espaços urbanos. Na fábrica de Krefeld-Uerdingen, na Alemanha, químicos e engenheiros desenvolveram testes padronizados, ensaios de exposição às intempéries e ajustes para diferentes tipos de cimento, contribuindo para levar a coloração do concreto a uma escala industrial.
Atualmente, a LANXESS produz pigmentos pretos, amarelos e vermelhos e oferece mais de cem tonalidades. A diversificação inclui formatos granulados e compactados, desenvolvidos para atender diferentes condições de dosagem, transporte e aplicação. Esse controle sobre as propriedades técnicas e ópticas tornou-se mais relevante à medida que a indústria passou a exigir materiais compatíveis com processos automatizados e formulações de maior desempenho.

O desafio agora é adaptar uma tecnologia centenária às mudanças na composição e na fabricação do concreto. Em seus laboratórios de aplicação, a LANXESS reproduz processos utilizados pelos clientes e trabalha com fabricantes de equipamentos, empresas químicas, universidades e institutos de pesquisa. As investigações incluem concreto de altíssima resistência, formulações sem cimento e impressão 3D, aplicações que podem alterar a maneira como estruturas são projetadas e produzidas. A trajetória iniciada em 1926 mostra que a longevidade de uma tecnologia industrial depende menos de sua permanência inalterada e mais de sua capacidade de responder a novos requisitos de desempenho, eficiência e sustentabilidade.
