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Sustentabilidade Inovação
29 de outubro de 2026

BASF transforma biodiversidade amazônica em inovação para indústria cosmética

Por Redação Brasil-Alemanha News

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BASF transforma biodiversidade amazônica em inovação
Foto: Freepik

A biodiversidade da Amazônia pode abrir novas oportunidades para a indústria de cuidados pessoais quando combinada à pesquisa científica e a cadeias produtivas responsáveis. Com essa proposta, a BASF desenvolve o programa Standing Forest, iniciativa voltada à criação de ingredientes cosméticos a partir de matérias-primas da floresta, associando inovação, conservação ambiental e geração de renda para comunidades locais.

As pesquisas são conduzidas pela companhia no Brasil e têm como foco identificar novos ativos para o mercado cosmético a partir de recursos da biodiversidade amazônica. A primeira cadeia produtiva contemplada é a da andiroba, árvore cujas sementes fornecem um óleo amplamente utilizado em produtos para cuidados pessoais.

O primeiro ingrediente desenvolvido pelo programa é o Cetiol® Forest CG, um emoliente para formulações de cuidados com a pele e os cabelos. Segundo a empresa, o processo utiliza integralmente o óleo de andiroba, incluindo frações normalmente descartadas pelo mercado, e emprega etanol renovável em sua transformação, ampliando o valor agregado da matéria-prima.

Na região do Médio Juruá, no município de Carauari (AM), a iniciativa prevê a capacitação de coletores em práticas sustentáveis de manejo e extração, com atenção especial ao fortalecimento da participação feminina. A expectativa é beneficiar cerca de 200 famílias e alcançar aproximadamente 1.200 pessoas em 25 comunidades localizadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uacari.

O projeto também inclui mecanismos de comércio justo, rastreabilidade e repartição de benefícios relacionados ao conhecimento tradicional utilizado no desenvolvimento dos ingredientes. Para a BASF, o modelo busca responder à crescente demanda do mercado por matérias-primas de origem responsável, ao mesmo tempo em que cria oportunidades econômicas alinhadas à conservação da floresta.

Com o Standing Forest, a empresa pretende expandir a iniciativa para outras regiões da Amazônia, reforçando o potencial da bioeconomia como estratégia para conectar inovação industrial, desenvolvimento regional e preservação ambiental.

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