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Inovação Pesquisa Tecnologia
23 de julho de 2026

Estudo da SAP indica franca expansão no valor comercial da IA

Por Redação Brasil-Alemanha News

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Estudo da SAP
Foto: Getty Images

Mesmo com o surgimento contínuo de desafios, empresas em todo o mundo estão obtendo um retorno sobre o investimento (ROI) cada vez mais positivo com Inteligência Artificial (IA), segundo o novo estudo da SAP e da Oxford Economics, Value of AI Report, que entrevistou 2.600 líderes empresariais em 13 países.

Embora o financiamento médio global em IA tenha aumentado ligeiramente para US$ 28 milhões este ano, gobalmente, as empresas esperam um ROI de 21% este ano (US$ 6,3 milhões), acima dos 16% do ano passado. A expectativa é que esse retorno cresça para 38% em dois anos (US$ 15,9 milhões).

A IA agêntica (sistema de IA que possibilita que modelos imitem a tomada de decisões humana com pouca intervenção) é fundamental para essas expectativas, aponta o levantamento. Nos próximos dois anos, espera-se que o ROI médio da IA ​​agêntica atinja US$ 17,6 milhões, quatro vezes mais em relação às estimativas do ano passado (US$ 4,3 milhões).

Sean Kask, Diretor de Estratégia de IA da SAP, declarou que IA passou da fase de experimentação para a execução, e isso está começando a mostrar resultados reais, mas ressaltou que ainda há um longo caminho a percorrer. “IA que carece de contexto — sejam processos, dados ou governança – na melhor das hipóteses, cria atividade sem resultados e, na pior, cria riscos.”

Embora o investimento global em IA tenha aumentado ligeiramente, passando de US$ 26,7 milhões em 2025, houve mudanças significativas em mercados-chave. O aporte aumentou consideravelmente no Brasil, Reino Unido, Austrália e Alemanha, enquanto mercados líderes como China e Índia registraram quedas no financiamento.

Hoje, quase um terço de todas as tarefas (30%) em uma empresa média são suportadas por IA, um número que deve aumentar para 48% em dois anos. No entanto, embora o capital estratégico tenha quase dobrado em relação ao ano anterior, chegando a 17%, as abordagens fragmentadas continuam sendo, de longe, as mais prevalentes (41%).

A pesquisa também ressalta que a qualidade dos dados continua sendo o maior desafio para as organizações globais. O número de empresas que afirmam estar preparadas para a IA em termos de dados caiu em relação ao ano passado, com 73% delas revelando dificuldades com dados incompletos. E isso impacta o trabalho diário, com 79% das empresas enfrentando retrabalho, atrasos ou acúmulo de tarefas devido à baixa qualidade dos resultados obtidos pela Inteligência Artificial.

 

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