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HANNOVER MESSE 2026: Presidente Lula e Chanceler Merz destacam cooperação multilateral em cerimônia de abertura

Por Aline Tokimatsu

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Foto: Divulgação – HANNOVER MESSE

“Uma vitrine global de inovação e um ponto de encontro para todos aqueles que acreditam que ainda é possível ir além”. Foi com essa definição da HANNOVER MESSE que o Chanceler alemão Friedrich Merz declarou oficialmente aberta a maior feira de tecnologia industrial do mundo, que nesta edição tem o Brasil como País Parceiro.

Além da presença de Merz, a cerimônia de abertura, realizada na noite de domingo (19), contou com a participação do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou a importância da presença brasileira. “O convite para a HANNOVER MESSE consolida a posição do Brasil como parceiro confiável em um mundo de instabilidade e incerteza”, afirmou em seu discurso.

A necessidade de cooperação multilateral esteve no centro dos discursos. “Vivemos um momento crítico na geopolítica global. O protecionismo ressurge como resposta falaciosa para problemas econômicos e sociais complexos. Diante do unilateralismo, o Mercosul e a União Europeia escolheram a cooperação”, afirmou Lula, referindo-se ao Acordo entre os blocos que entra em vigor em 1º de maio.

Já Merz afirmou que o Acordo trará mais força, independência e resiliência a todas as economias envolvidas. “Também mantemos relações econômicas estreitas com o Brasil, que é o parceiro comercial mais importante da Alemanha na América do Sul. Em 2024, empresas alemãs exportaram bens no valor de mais de 13 bilhões de euros para o Brasil. Por sua vez, a Alemanha é o principal parceiro comercial do Brasil na Europa, com exportações brasileiras para o mercado alemão de pouco menos de 9 bilhões de euros”, afirmou o Chanceler.

A posição do Brasil nesse cenário também foi lembrada por Belit Onay, Prefeito de Hannover. “O Brasil mostra que uma economia moderna com uma parcela elevada de energias renováveis pode crescer com bioenergia, energia elétrica, eólica e solar. Os investimentos em energias renováveis são investimentos em um abastecimento seguro e numa economia sustentável e preparada para o futuro”, afirmou.

Gunther Kegel, Presidente da Associação da Indústria Eletroeletrônica e Digital da Alemanha (ZVEI), também disse estar ansioso pelo intercâmbio com o País Parceiro. “O Brasil é um país que visitei inúmeras vezes e cuja atitude imparcial e positiva em relação às novas tecnologias sempre me impressionou muito”, disse ele, destacando também a importância da própria HANNOVER MESSE. “A feira é a nossa mais importante vitrine tecnológica. Aqui vemos o que nos impulsionará amanhã”, completou.

Ainda durante a cerimônia de abertura, o investimento nas novas tecnologias foi tema do discurso de Dorothee Bär, Ministra de Pesquisa, Tecnologia e Espaço da Alemanha. “Buscamos investir em tecnologias-chave. A primeira, já mencionada, que é a IA. Mas também a tecnologia médica, biotecnologia, microeletrônica, tecnologia de fusão e mobilidade elétrica com neutralidade de carbono”, afirmou.

Julie Sweet, Chairman e CEO da Accenture, também falou sobre o uso da IA no contexto da digitalização da indústria. “A inteligência artificial é a nova base da produção industrial e irá redefinir todos os setores. No entanto, há dois imperativos para que possamos concretizar esse potencial. O primeiro é que a IA deve ser utilizada para impulsionar o crescimento, e não apenas a produtividade. O segundo é que empresas e países precisam se reinventar”, disse.

Em um cenário em que a transformação digital da indústria se tornou imperativo, o Presidente brasileiro aproveitou ainda para enfatizar as oportunidades que o País oferece, citando sua matriz energética majoritariamente limpa, os biocombustíveis, mencionando inclusive as empresas Volkswagen e Mercedes-Benz no contexto dos automóveis com tecnologia flex, além do potencial para a produção de hidrogênio verde e exploração dos minerais críticos. “Nos próximos dias mostraremos aqui a força da nossa indústria, a nossa criatividade, a criatividade das nossas startups e, também, a excelência dos nossos centros de pesquisa”, afirmou. E fez um pedido para o futuro: “Que as tecnologias mais avançadas do nosso tempo nos inspirem a construir um mundo mais seguro, mais sustentável para as atuais e futuras gerações”.

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