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Schmersal abre suas portas e apresenta modelo de ESG adaptado à realidade de médias empresas

Por Wagner Maciel

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Foto: Divulgação Schmersal

Em meio ao avanço das discussões sobre sustentabilidade corporativa, uma dúvida ainda persiste entre empresas de médio porte: é possível implementar governança ambiental, social e corporativa (ESG, do inglês) de forma consistente sem grandes estruturas ou investimentos exorbitantes?

A resposta pode estar em Boituva, no interior de São Paulo, onde a Schmersal Brasil tem desenvolvido, ao longo de mais de duas décadas, um modelo de ESG adaptado à realidade de uma empresa de médio porte. Durante o primeiro Evento no Interior do ano, promovido pela Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK São Paulo) e pela Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha (VDI Brasil, em sua sigla em alemão), no dia 14 de maio, a companhia abriu suas portas para compartilhar sua jornada.

Dando início ao encontro, Stephanie Martucci Viehmann, diretora-executiva da AHK São Paulo, destacou o papel da rede global das câmaras alemãs no exterior, que hoje conta com 150 escritórios em mais de 90 países e cerca de 50 mil empresas associadas.

No Brasil, as empresas ligadas à Câmara representam cerca de 10% do PIB industrial, o que reforça a relevância do grupo para temas estruturais como sustentabilidade, inovação e competitividade.

É nesse palco que iniciativas como o evento no interior ganham protagonismo ao aproximar empresas e fomentar a troca de boas práticas, especialmente em regiões industriais fora dos grandes centros.

Segundo Rogério Baldauf, diretor-geral da Schmersal Brasil, o principal objetivo da apresentação foi desmistificar o ESG. “Existe a percepção de que ESG exige grandes estruturas ou investimentos altos. A nossa proposta é mostrar que é possível avançar dentro da realidade de uma empresa média.”

A trajetória apresentada reforça essa ideia. A empresa não iniciou sua jornada já sob o conceito ESG, mas construiu gradualmente sua atuação a partir de diferentes iniciativas:

  • Certificações ISO 9001 e 14001 como base de qualidade e sustentabilidade
  • Lean manufacturing, reduzindo em até 70% o espaço produtivo e gerando ganhos de eficiência
  • Uso de energia 100% renovável desde 2009
  • Auditorias e engajamento progressivo da cadeia de fornecedores

Esse avanço incremental demonstra que, mais do que um projeto pontual, o ESG se consolidou como uma evolução cultural.

Integração interna para fomento de práticas sustentáveis

Um dos pontos mais relevantes para empresas de médio porte é a estrutura organizacional. Na Schmersal, não há um departamento exclusivo de ESG. Portanto, as responsabilidades são distribuídas: sustentabilidade ambiental é integrada à área de qualidade; o pilar social é conduzido pela área de Pessoas & Cultura, enquanto governança fica sob o guarda-chuva de  de compliance.

“De fato, esse modelo mostra que é possível cuidar de ESG sem ter equipes 100% dedicadas a esse tópico, desde que haja compromisso e integração interna”, pontuou Baldauf.

A sinergia de uma equipe é um fator ímpar para o pilar social da Schmersal, como explica a Gerente de Pessoas & Cultura da Schmersal, Cíntia Baldini. “Ao falar de social, nosso foco vai muito além de rankings ou certificações. Ferramentas como o Great Place To Work nos ajudam a entender o clima organizacional, mas o principal objetivo é construir, de fato, um ambiente onde as pessoas se sintam realizadas e conectadas com o que fazem. A gente acredita que, quando conseguimos alinhar propósito individual e propósito da empresa, os resultados acontecem de forma natural.”

A atuação da empresa se direciona fortemente para a comunidade local, com destaque para o Projeto Formare, para formação de jovens em situação de vulnerabilidade, e o Na Moral, focado em educação em ética e cidadania em escolas públicas. Programas de voluntariado estruturado e iniciativas de bem-estar para colaboradores também são ferramentas utilizadas.

Evidentemente, um dos aspectos mais avançados da estratégia da Schmersal é a evolução de sustentabilidade para regeneração. Como disse Fabiana Oliveira, Analista de Qualidade e Meio Ambiente, “não basta reduzir impactos, é necessário regenerar o que já foi degradado”. Essa visão orienta iniciativas como compensação total das emissões dos escopos 1 e 2 há mais de 10 anos, redução de cerca de 50% das emissões ao longo do tempo e compensação parcial dessas emissões indiretas.

Além disso, a empresa também assumiu compromissos com o Science Based Targets Initiative (SBTi) e participa do movimento Ambição Net Zero, do Pacto Global da ONU.

João Vitor Stedile, Diretor Executivo da VDI Brasil, destaca que eventos como este mostram, na prática, como a troca de experiências é essencial para o avanço da indústria. “Especialmente fora dos grandes centros, há uma demanda muito grande por esse tipo de visão, que aproxima empresas, engenheiros e especialistas, permitindo conhecer de perto boas práticas de produção e gestão. É esse tipo de conexão que fortalece o ecossistema industrial e contribui para uma evolução mais consistente.”

Por fim, Robert Madersdorfer, Vice-Presidente Financeiro da VDI, destaca que a garantia de processos seguros de uma companhia como a Schmersal, assegura sua reputação, sua credibilidade e, consequentemente, sua capacidade de fazer negócios. “Quando falamos de ESG, esse ponto é fundamental, porque ele conecta diretamente com confiança, com responsabilidade e com o papel da empresa na sociedade. Sem isso, não existe sustentabilidade possível”, conclui.

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